DESIGUALDADES NO PERFIL DE ATENDIMENTOS E INTERNAÇÕES POR DEPRESSÃO NO BRASIL EM 2023

Authors

DOI:

https://doi.org/10.61224/2525-5045.2026.1352

Abstract

Objetivo: Analisar a frequência de atendimentos e internações por depressão em adultos e idosos no Brasil em 2023, bem como os gastos associados a essas intervenções no Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Estudo ecológico utilizando dados do Sistema de Informações Ambulatoriais e Hospitalares (SAI e SIH-SUS). Foram incluídas informações de todas as unidades federativas, categorizadas por gênero, faixa etária (adultos: 20-59 anos; idosos: ≥60 anos) e modalidade de atendimento. As taxas de frequência foram padronizadas por 100.000 habitantes e analisadas em relação a índices socioeconômicos como o Índice de Desenvolvimento Humano e Índice de Vulnerabilidade Social. A análise estatística utilizou médias, desvios padrão e teste Mann-Whitney (p < 0,05). Resultados: Mulheres apresentaram maiores taxas de atendimentos e internações, especialmente em adultos. Para internações hospitalares, a taxa média foi de 27,46 ± 29,38/100.000 habitantes em mulheres adultas, e 16,17 ± 16,74/100.000 em homens adultos (p < 0,001). Nos atendimentos ambulatoriais, mulheres adultas registraram 174,96 ± 114,36/100.000 habitantes contra 63,59 ± 40,93/100.000 em homens (p < 0,001). As taxas de gastos hospitalares também foram maiores entre mulheres adultas (R$ 12.007,39 ± 16.777,28) em relação aos homens adultos (R$ 8.752,49 ± 11.663,63). A análise espacial destacou maiores frequências e gastos nas regiões Sul e Sudeste. Conclusão: Mulheres adultas representaram o maior grupo de utilização dos serviços para depressão o que evidencia desigualdades de gênero e regionais. Investimentos em saúde mental podem reduzir disparidades e promover maior equidade no acesso.

Published

2026-07-16