FEBRE TIFOIDE: REVISÃO PARA A PRÁTICA CLÍNICA

Luiz Alberto Santana, Sandra de Oliveira Pereira, Vanderson Esperidião Antônio, Adriano Simões Barbosa Castro, Paulo Sérgio Balbino Miguel, Tiago Ricardo Moreira

Resumo


A febre tifoide é uma doença infecciosa aguda, febril, de transmissão oral-fecal causada predominantemente pela bactéria Salmonella, subespécie enterica sorotipos Typhi. Constitui uma relevante causa de morbidade em países em desenvolvimento. O objetivo do presente artigo foi apresentar uma atualização da moléstia infecciosa com ênfase na epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico, tratamento e prevenção. Foram utilizadas as palavras febre tifoide e Salmonella Typhi como descritores na pesquisa de dados nas bases Scielo e Pubmed, assim como livros-texto relacionados ao tema. Estima-se que, anualmente, ocorra cerca de 16 milhões de casos novos e 600 mil mortes por febre tifoide, principalmente em locais de baixo nível socioeconômico, relacionando-se, principalmente, com precárias condições de saneamento, higiene pessoal e ambiental. O quadro clínico clássico caracteriza-se por mal estar geral com surgimento de febre, cefaleia, mialgias, prostração, anorexia e dissociação pulso-temperatura. O tratamento consiste em administração de antibioticoterapia oral podendo ser utilizados algumas classes de antimicrobianos. A febre tifoide possui um quadro clínico inespecífico o que torna substancial a obtenção de uma boa anamnese para presunção diagnóstica. As estratégias de prevenção são de extrema importância considerando a emergência de bactérias multifármacos resistentes.


Palavras-chave


Febre tifoide, Quadro clínico, Salmonella Typhi, Tratamento.

Texto Completo:

PDF

Referências


Velge P, Wiedemann A, Rosselin M, et al. Multiplicity of Salmonella entry mechanisms, a new paradigm for Salmonella pathogenesis. Microbiologyopen 2012;1(3):243-58.

Song J, Willinger T, Rongvaux A, et al. A mouse model for the human pathogen Salmonella typhi. Cell Host Microbe 2010;8(4):369-76.

Brasil. Ministério da Saúde. Manual Integrado de Vigilância e Controle da Febre Tifóide: Ministério da Saúde, 2008.

Crump JA, Luby SP, Mintz ED. The global burden of typhoid fever. Bull World Health Organ 2004;82(5):346-53.

Masoumi Asl H, Gouya MM, Nabavi M, et al. Epidemiology of Typhoid Fever in Iran during Last Five Decades from 1962-2011. Iran J Public Health 2013;42(1):33-8.

Brasil. Ministério da Saúde. Morbidade. Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Jan/2008 a Mar/2012. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/miuf.def. Acesso em 10 de abril de 2013.

Focaccia R, Mattei SMM, Lima VP, et al. Febres Tifoide e paratifoide. In: Veronesi R, Focaccia R. Doenças Infecciosas e Parasitárias. 4ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009, 1029-1042.

Dongol S, Thompson CN, Clare S, et al. The microbiological and clinical characteristics of invasive salmonella in gallbladders from cholecystectomy patients in kathmandu, Nepal. PLoS One 2012;7(10):e47342.

World Health Organization. Background document: The diagnosis, treatment and prevention of typhoid fever. Communicable Disease Surveillance and Response Vaccines and Biologicals, Switzerland, 2003.

Jong HK, Parry CM, van der Poll T, et al. Host-pathogen interaction in invasive Salmonellosis. PLoS Pathog 2012;8(10):e1002933.

Nimir AR, Aziz MS, Tan GC, et al. Massive lower gastrointestinal bleeding attributable to heavy whipworm infection and Salmonella typhi co-infection: a case report. Cases J 2009; 2:8285.

Marwah S, Singla S, Tinna P. Role of gum chewing on the duration of postoperative ileus following ileostomy closure done for typhoid ileal perforation: a prospective randomized trial. Saudi J Gastroenterol 2012;18(2):111-7.

Chalya PL, Mabula JB, Koy M, et al. Typhoid intestinal perforations at a University teaching hospital in Northwestern Tanzania: A surgical experience of 104 cases in a resource-limited setting. World J Emerg Surg 2012;7:4.

Ahmad KA, Khan LH, Roshan B, et al. Factors associated with typhoid relapse in the era of multiple drug resistant strains. J Infect Dev Ctries 2011;5(10):727-31.

Levine MM, Farag TH. Invasive salmonella infections and HIV in Northern Tanzania. Clin Infect Dis 2011;52(3):349-51.

Crum NF. Current trends in typhoid Fever. Curr Gastroenterol Rep 2003;5(4):279-86.

Smits HL. Limitations of typhoid fever diagnostics and the need for prevention. Expert Rev Mol Diagn 2013;13(2):147-9.

Fadeel MA, House BL, Wasfy MM, et al. Evaluation of a newly developed ELISA against Widal, TUBEX-TF and Typhidot for typhoid fever surveillance. J Infect Dev Ctries 2011;5(3):169-75.

Arjunan M, Al-Salamah AA. Typhoid fever with severe abdominal pain: diagnosis and clinical findings using abdomen ultrasonogram, hematology-cell analysis and the Widal test. J Infect Dev Ctries 2010;4(9):593-6.

Hennedige T, Bindl DS, Bhasin A, et al. Computed tomography features in enteric fever. Ann Acad Med Singapore 2012;41(7):281-6.

Pegues DA, Miller SI. Salmonelose. In: Fauci AS, Braunwald E, Kasper DL, et al (editores). Harrison Medicina Interna. 17ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2008, 956-962.

Kumar A, Pandit V, Shetty S, et al. Study of Clinical Profile and Antibiotic Sensitivity Pattern in Culture-positive Typhoid Fever Cases. Indian J Community Med 2012;37(4):256-8.

Adabara NU, Ezugwu BU, Momojimoh A, et al. The Prevalence and Antibiotic Susceptibility Pattern of Salmonella typhi among Patients Attending a Military Hospital in Minna, Nigeria. Adv Prev Med 2012:875419.

Raza S, Tamrakar R, Bhatt CP, et al. Antimicrobial susceptibility patterns of Salmonella typhi and Salmonella paratyphi A in a tertiary care hospital. J Nepal Health Res Counc 2012;10(22):214-7.

Chau TT, Campbell JI, Galindo CM, et al. Antimicrobial drug resistance of Salmonella enterica serovar typhi in asia and molecular mechanism of reduced susceptibility to the fluoroquinolones. Antimicrob Agents Chemother 2007;51(12):4315-23.

Tatavarthy A, Sanderson R, Peak K, et al. Molecular typing and resistance analysis of travel-associated Salmonella enterica serotype Typhi. J Clin Microbiol 2012;50(8):2631-8.

Chandey M, Multani AS. A comparative study of efficacy and safety of azithromycin and ofloxacin in uncomplicated typhoid Fever: a randomised, open labelled study. J Clin Diagn Res 2012;6(10):1736-9.

Rai S, Jain S, Prasad KN, et al. Rationale of azithromycin prescribing practices for enteric fever in India. Indian J Med Microbiol 2012;30:30-33.

Effa EE, Bukirwa H. Azithromycin for treating uncomplicated typhoid and paratyphoid fever (enteric fever) Cochrane Database of Systematic Reviews 2008;(Issue 4) Art. No.: CD006083. DOI: 10.1002/14651858.CD006083.pub2.

Brasil. Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e parasitárias. Guia de bolso. 8ª edição. Brasilia: Ministério da Saúde, 2010.

Trivedi NA, Shah PC. A meta-analysis comparing the safety and efficacy of azithromycin over the alternate drugs used for treatment of uncomplicated enteric fever. J Postgrad Med 2012;58(2):112-8.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Copyright (c) 2021 Luiz Alberto Santana, Sandra de Oliveira Pereira, Vanderson Esperidião Antônio, Adriano Simões Barbosa Castro, Paulo Sérgio Balbino Miguel, Tiago Ricardo Moreira