Tratamento da endometriose pélvica: uma revisão sistemática

Autores

  • Ariane Costa Rivelli Nogueira
  • Marcelo Torres Santiago
  • Camila Pereira Bahia
  • Heloísa Henriques Pereira Soares

Palavras-chave:

Saúde da mulher

Resumo

Introdução: Define-se endometriose como uma doença crônica, inflamatória, que ocorre durante o período reprodutivo da vida da mulher, caracterizando-se pela presença de tecido endometrial, fora da cavidade uterina. As apresentações clínicas mais comuns são infertilidade, dor pélvica, dismenorreia e dispareunia. O diagnóstico definitivo da endometriose é através da realização de laparotomia ou laparoscopia. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, ou ainda a combinação desses. No entanto, existe uma lacuna na literatura sobre qual o tratamento mais adequado, uma vez que todos oferecem riscos e benefícios. A fim de esclarecer os tratamentos usados atualmente, o presente estudo aborda a endometriose pélvica com ênfase nessas práticas. Objetivo: No presente artigo propomos realizar uma revisão de literatura sobre as formas de tratamento para a endometriose pélvica. Método: Trata-se de uma revisão integrativa em que a busca dos artigos científicos ocorreu entre os meses fevereiro e junho de 2018, e os trabalhos científicos foram selecionados na base de dados: SciELO. Discussão: O tratamento cirúrgico pode ser radical e conservador. Atualmente, o uso da laparoscopia tem demonstrado boa eficácia por que permite uma excelente observação da pelve e destruição das lesões. Conclusão: O tratamento da endometriose pélvica é factível, e pode ser tanto medicamentoso, quanto cirúrgico, e ainda a associação de ambos, antes ou após a cirurgia. Entretanto, é fundamental levar em consideração fatores como a gravidade dos sintomas, o desejo de gestar, a extensão e localização da doença, a idade da paciente, os efeitos adversos dos medicamentos, as taxas de complicações cirúrgicas e seus custos.

Publicado

26-12-2018

Edição

Seção

Artigos de Revisão