PERFIL DE SAÚDE E HÁBITOS DE VIDA DE PACIENTES HIPERTENSOS DE UMA UBS DA ZONA DA MATA MINEIRA
Palavras-chave:
Hipertensão Arterial. Índice de massa corporal. Razão Cintura Quadril e Comportamento alimentar.Resumo
Atualmente, a adoção de melhores hábitos de vida tem sido bastante discutida como método de prevenir ou provocar doenças, a partir disso, este estudo constituiu-se de 20 indivíduos, sendo 5 homens e 15 mulheres, hipertensos atendidos em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) do município de Cataguases- MG, e, com o objetivo de traçar o perfil dos hábitos de vida, quanto ao estado nutricional, suas condições de saúde, a prática de atividade física, o consumo de álcool e cigarros, de acordo com V Diretriz da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Para análise dos hábitos foi utilizado um questionário semi-estruturado, e concluiu-se que 35%(7) dos hipertensos não monitoram com frequência a pressão arterial, 45%(9) relataram não realizar atividade física, 5%(1) fumavam, 5%(1) ingere bebida alcóolica, 80%(16) relataram ter história de hipertensão na família e 40%(8) relataram ter outros problemas de saúde além da hipertensão. O índice de massa corporal (IMC) foi utilizado para medir estado nutricional, sendo classificados como eutróficos 20%(4), sobrepeso grau I 60%(12) e sobrepeso grau II 20%(4). Concluiu-se que considerável parcela dos indivíduos estudados apresentavam, além de inadequação da composição corporal e do comportamento alimentar, outros fatores de risco à saúde, como a obesidade e sedentarismo.
Referências
AFONSO, F. M; SICHIERI, R. Associação do índice de massa corporal e da relação cintura/ quadril com hospitalizações em adultos do Município do Rio de Janeiro, RJ. Revista Brasileira de Epidemiologia. Vol. 5, Nº 2, 2002.
BRAY G. A., GRAY D. S. Obesity I: Phathogenesis. Western Journal of Medicine 1988; 149 (4): 429-441.
BRASIL, Ministério da Saúde. Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos. Hipertensão segundo Município: Cataguases, no período de 2002-2011. Acesso em: 05 outubro 2016.
BRASIL, Ministério da Saúde. Serviço de Vigilância em Saúde. Coordenação Geral de Informações e Análises Epidemiológicas. Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM. Óbitos por residência segundo a região: Mortalidade por doenças hipertensivas no período de 2002-2011. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/obt10uf.def>. Acesso em: 05 de outubro 2016.
BRASIL, Ministério da Saúde. Serviço de Vigilância em Saúde. Coordenação Geral de Informações e Análises Epidemiológicas. Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM. Óbitos por residência segundo a região: Mortalidade por doenças isquêmicas do coração no período de 2002-2011. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/obt10uf.def>. Acesso em: 05 de outubro 2016.
COOPER, R. S; KAUFMAN, J. S. Race and hypertension: science and nescience. Hypertension, v. 32, p. 813-816, 1998.
COSTA, J. S .D; BARCELLOS, F. C; SCLOWITZ, M. L, et al. Prevalência de hipertensão arterial em um estudo de base populacional urbana em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, São Paulo, v. 88, n. 32, 2007. Disponível em: <http://publicacoes.cardiol.br> Acesso em: 15 de março de 2010.
CHIAPETTI, N.; SERBENA, C. A. Uso de álcool, tabaco e drogas por estudantes da área de saúde de uma Universidade de Curitiba. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, vol.20, n.2, 2007.
FEIJÃO, A.M ; GADELHA,F. V; BEZERRA,A. A; OLIVEIRA,A. M; SILVA, M. S. S; LIMA, J. W.O. Prevalência de Excesso de Peso e Hipertensão Arterial, em População Urbana de Baixa Renda. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Fortaleza, CE , v. 84, n. 1, Janeiro 2005.
INSTITUTE OF MEDICINE. Food and Nutrition Board, National Academies, 2002.
GARCIA, R.; DIEZ, W. Reflexos da globalização na cultura alimentar: considerações sobre as mudanças na alimentação urbana. Revista de Nutrição, Campinas, v. 16, n. 4, 2003.
GOMES, F, S. Frutas, legumes e verduras: recomendações teóricas versus contrastes sociais. Revista de Nutrição, Campinas, v. 20, n. 6, 2007.
JARDIM,P. C.; GONDIM, M. R; MONEGO,E. T et al. Hipertensão Arterial e Alguns Fatores de Risco em uma Capital Brasileira. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. Goiânia, GO, v. 88, n. 4, 2007.
JELLIFFE, D. B. Evolución del estado de nutrición de la comunidad. Ginebra, Organización Mundial de la Salud 1968.
LEÃO, L. S.; GOMES, M. C. Manual de nutrição clínica: para atendimento ambulatória do adulto. 8 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008
LOTUFO, P. A. Stroke in Brazil: a neglected disease. Medicine Journal, São Paulo, v. 123, p. 3-4, 2005.
MANO, G. M.; PIERIN, A. M. Avaliação de pacientes hipertensos acompanhados pelo Programa Saúde da Família em um Centro de Saúde Escola. Acta Paul Enfermagem. SÃO PAULO – SP, v. 18, n. 3, 2005.
MARTINS, I.S; COELHO,L.T; MAZZILLI, R.N, et al. Doenças cardiovasculares ateroscleróticas, dislipidemias, hipertensão, obesidade e diabetes melito em população da área metropolitana da região sudeste do Brasil. Revista de Saúde Pública. SP, v.27 , n.4, 1993.
MOLINA, M. CB; CUNHAII, R. S; HERKENHOFF, L. F; José Geraldo MI, J. G. Hipertensão arterial e consumo de sal em população urbana. Revista Saúde Pública. São Paulo, vol.37, no.6 ,2003.
OEHLSCHLAEGER, M. H. K.; PINHEIRO, R. T.; HORTA, B.; GELATTI, C.; SANTANA, P. Prevalência e fatores associados ao sedentarismo em adolescentes da área urbana. Revista de Saúde Pública. São Paulo, v. 38, n. 2, Abr. 2004.
OLIVEIRA, C. L; FISBERG, M; Obesidade na infância e na adolescência: Uma verdadeira epidemia. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, São Paulo, v. 47, n.2, Abr. 2003.
PÉRES, D. S; MAGNA, J. M; VIANAB, L. A; Portador de hipertensão arterial: atitudes,crenças, percepções, pensamentos e práticas. Revista de Saúde Pública. Ribeirão Preto, SP, v.37, n.5, 2003.
SIMONETTI, J.P, Batista L, CARVALHO, L.R. Hábitos de saúde e fatores de risco em pacientes hipertensos. Revista Latino-americana de Enfermagem. v. 10, n. 3, maio-junho 2002.
SOARES, T. S; CARVALHO, C. M; VIEIRA, B. A; PAULI, S; PIOVESAN, C. H; MACAGNAN, F. E; FEOLI, A. M. P. Avaliação da adequação do consumo de macronutrientes antes e após um programa de modificação do estilo de vida em indivíduos com Síndrome Metabólica. XI Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 09 a 12 de agosto de 2010.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. São Paulo, 2006. Disponível em: < http://publicacoes.cardiol.br> Acesso em: 15 de março de 2010.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, Sociedade Brasileira de Hipertensão, Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 95, n.1, s.1, 2010, 51p.
TIRAPEGUI, Julio. Nutrição, Metabolismo e Suplementação na Atividade Física. São Paulo, SP: Atheneu, 2005.
VIANA, V. Psicologia, saúde e nutrição: Contribuo para o estudo do comportamento alimentar. Análise Psicológica, v. 4, p. 611-624, 2002.
WORLD Health Organization. Defining the problem of overweight and obesity. In: World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic: report of a Who Consultation. Geneva; 2000. p. 241-243. (WHO Technical Report Series, 894.