EFEITO DO USO DE WHEY PROTEIN SOBRE A FUNÇÃO HEPÁTICA DE PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO

Authors

  • Marco Bernardino Centro Universitário Governador Ozanam Coelho
  • Victor Neiva Lavorato Centro Universitário Governador Ozanam Coelho
  • Denise Coutinho de Miranda Centro Universitário Governador Ozanam Coelho
  • Anselmo Gomes de Moura Centro Universitário Governador Ozanam Coelho

DOI:

https://doi.org/10.61224/2525-488X.2020.591

Keywords:

Musculação. Suplementação. Função hepática.

Abstract

Tem sido observado no Brasil o uso abusivo de suplementos alimentares (SA) sem orientação de um profissional habilitado por parte de praticantes de musculação, e o whey protein é um dos mais consumidos. O fígado é um dos órgãos mais afetados pelo consumo exacerbado de SA dada a sua função de filtragem das substâncias. O presente estudo tem como objetivo comparar a função hepática de praticantes de musculação que usam whey protein com praticantes que não utilizam. Foi realizado um estudo de campo descritivo de corte transversal e natureza quantitativa. Participaram homens de 18 a 45 anos de idade, divididos em dois grupos diferentes: os que não utilizam o suplemento Whey Protein Concentrado (SW), e utilizam o suplemento Whey Protein Concentrado (CW), com 11 avaliados em cada grupo. Foram coletadas amostras sanguíneas para a medida da função hepática por meio da transaminase glutâmica oxalacética (TGO) e transaminase glutâmica pirúvica (TGP). Em seguida, foi calculada a relação TGO/TGP. Para comparação dos dados, foi utilizado o teste t de Student. O nível de significância adotado foi de 5%. Não foram encontradas diferenças entre os grupos com relação à TGO (SW = 25 ± 5,5 vs. CW = 25,73 ± 9,09 UI/L; p = 0,823) e à TGP (SW = 21,9 ± 5,09 vs. CW = 20,91 ± 6,44 UI/L; p = 0,69), e ambos os grupos apresentaram valores dentro da normalidade. A relação TGO/TGP não se apresentou alta (SW = 1,15 ± 0,08 vs. CW = 1,23 ± 0,20 U/L; p = 0,21). Contudo, para essa relação, ambos os grupos apresentaram valor superiores aumentados em relação à normalidade. Logo, não foram constatadas alterações na função hepática devido ao uso de whey protein em praticantes de musculação.

Author Biography

  • Anselmo Gomes de Moura, Centro Universitário Governador Ozanam Coelho

    Doutorando em Educação Física - UFV

    Mestre em Educação Física - UFV

    Especialista em Exercício Físico aplicado à reabilitação cardíaca e grupos especiais

    Bacharel e Licenciado em Educação Física - UFV

References

ALTERMANN, A. M. et al. A influência da cafeína como recurso orogênico no exercício físico: sua ação e efeitos colaterais. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. v. 2, n. 10, p. 225-239, 2008.

ALVES, C.; LIMA, R. V. B.; Uso de suplementos alimentares por adolescentes. Jornal de Pediatria, v. 85, n. 4, p. 287-294, 2009.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ACADEMIAS. O mercado fitness. 2017. Disponível em: http://www.acadbrasil.com.br/mercado.htm. Acesso em: 18 mar. 2019.

BEGOTTI, R.; SATO, M.; SANTIAGO, R.; Hepatotoxicidade relacionada ao uso de suplementos herbais e dietéticos. Revista Fitos, v. 11, n.1, p.1-118, 2017.

CARVALHO, T. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos a saúde. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 9, n. 2, p. 43-56, 2003.

CINCINATUS, R.; CHAVES, G. V.; AQUINO, L. A.; PERES, W. A. F.; LENTO, D. F.; RAMALHO, A. Consumo dietético de macronutrientes e de micronutrientes e sua relação com a gravidade da doença hepática. Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, v. 32, n. 3, p. 61-77, 2007.

COSTA, D. C.; ROCHA, N. C. A.; QUINTÃO, D. F. Prevalência do uso de suplementos alimentares entre praticantes de atividade física em academias de duas cidades do Vale do Aço/MG: Fatores associados. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 7, n. 41, p. 287-299,2013.

DOMINGUES, S. F.; MARTINS, J. C. B.; Utilização de recursos ergogênicos e suplementos alimentares por praticantes de musculação em Belo Horizonte – MG. Colégio Brasileiro de Atividade Física Saúde e Esporte, v. 6, n. 4, p. 218-226, 2007.

HERNANDEZ, A. J.; NAHAS, R. M.; Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 9, n. 2, p. 3-12, 2009.

INTERNATIONAL HEALTH, REACQUET & SPORTSCLUB ASSOCIATION. Brasil se destaca no IHRSA Global. 2018. Disponível em: http://hub.ihrsa.org/brasil/brasil-se-destaca-no-ihrsa-global-report-2018. Acesso em: 18 mar. 2019.

KARKLE, M. B. Uso de suplementos alimentares por praticantes de musculação e sua visão sobre o profissional de nutrição na área de nutrição esportiva em uma academia do município de Braço do Norte – SC. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 9, n. 53, p. 447-453,2015.

MELO, F. F.; BORDONAL, V. C. Relação do uso da whey protein isolada e com coadjuvante na atividade física. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 3, n. 17, p. 478-487, 2009.

NOGUEIRA, M. E.; BAPTISTA, G. O.; MARQUETI, J. P. V.; COSTA, C. H.; FERREIRA, B. E.; Comparação de marcadores plasmáticos de dano muscular após a realização de exercícios de força com e sem oclusão vascular em homens fisicamente ativos e saudáveis. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 12, n. 77, p. 644-652, 2018.

NUNES, P. P.; MOREIRA, A. L.; Fisiologia hepática. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. p. 2-26. 2007.

OLIVEIRA, H. K. S.; NOVAIS, V. P.; SILVA, F. C. Consumo de suplementos alimentares por jovens na estância turística de Ouro Preto do Oeste – RO. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 76, p. 963-971, 2018.

PEDRAZA, D. F.; MENEZES, T. N.; Questionário de frequência de consumo alimentar desenvolvidos e validados para população do Brasil. Universidade Federal da Paraíba, v.10, p. 2697-2720, 2014.

PIRES, N. C. M.; ARANTES, E. C.; SILVA, W. V.; KATO, H. T. Diferenças e semelhanças nos métodos de amostragem de pesquisas top of mind: um estudo comparativo. RBGN Review of Business Management, v. 8, n. 22, p. 37-45, 2006.

ROCHA, L. P.; PEREIRA, M. V. L. Consumo de suplementos nutricionais por praticantes de exercícios físicos em academias. Revista de Nutrição, v. 11, n. 1, p. 76-82, 1998.

SCHINONI, M. I. Fisiologia hepática. Gazeta Médica da Bahia, v. 76, n.1, p. 5-9, 2006.

SILVA, L. R.; ROCHA, M. S. Avaliação dos marcadores hepáticos em estudantes estulistas da Faculdade Anhanguera de Anápolis – Goiás. Revista Acadêmica Oswaldo Cruz, v. 3, n. 12, 2016.

TERADA, L. C.; GODOI, M. R.; SILVA, T. C. V.; MONTEIRO, T. L. Efeitos metabólicos da suplementação do whey protein em praticantes de exercício com peso. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 3, n. 16, p. 295-304, 2009.

TOSHIKUNI, N.; TSUTSUMI, M.; ARISAWA, T. Clinical differences between alcoholic liver disease and nonalcoholic fatty liver disease. World J Gastroenterol, v. 20, n. 26, p. 8393–840, 2014.

ZAMIN JR, I.; MATTOS, A. A.; PERIN, C.; RAMOS, G. Z. A importância do índice AST/ALT no diagnóstico da esteatohepatite não-alcoólica. Arq Gastroenterol. v. 39, n. 1, 2002.

Published

2021-07-28