RISCO CARDIOVASCULAR DE FUTEBOLISTAS DE FINAIS DE SEMANA

Ítalo Condé Milagre, Elizângela Fernandes Ferreira Santos Diniz, Robson Bonoto Teixeira, Renata Aparecida Rodrigues de Oliveira

Resumo


O futebol é o esporte de maior popularidade mundial, e praticá-lo traz diversos benefícios à saúde, principalmente na melhoria da capacidade cardiorrespiratória. Entretanto, por ser um esporte relativamente intenso, a sua prática sem acompanhamento médico e sem uma frequência tende a ser prejudicial à saúde. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar o risco cardiovascular de futebolistas de finais de semana em uma cidade do interior de Minas Gerais. Trata-se de um estudo descritivo com corte transversal, realizado com 48 voluntários, do sexo masculino, com idade entre 20 a 60 anos, com prática constante de pelo menos uma vez na semana, durante 3 meses. Foram aplicados os questionários de Risco Coronariano (RISKO) e de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q). A maioria dos avaliados (77,1%) apresentou o escore de risco coronariano médio. Em relação à distribuição das respostas do questionário PAR-Q dos praticantes de futebol recreacional, foi encontrado que o maior fator de prevalência para falta de prontidão é a pressão arterial elevada (16,7%). Em relação a cada fator de risco coronariano separadamente, em ordem decrescente, identificaram-se: Hipercolesterolemia (70,8%), Sobrepeso (27,1%), Sedentarismo (25%), Hipertensão (25%), Tabagismo (20,8), Hereditariedade (20,8%). Conclui-se que cerca de 10,4% dos praticantes apresentaram índices de risco cardiovascular de moderado a alto.

Palavras-chave


Fatores de Risco. Futebol Recreacional. Futebolista.

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