BEM-ESTAR DO EDUCADOR:

análise do atual cenário da saúde mental dos educadores da rede básica do interior de Minas gerais e da implementação da política de promoção de saúde e bem-estar docente

Autores

  • Suzyelle Rayssa de Souza Francisco Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC)
  • Douglas Franco Bortone Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC)

DOI:

https://doi.org/10.61224/2525-488X.2025.1318

Resumo

O tema da saúde mental vem sendo cada vez mais abordado na sociedade em decorrência  das repercussões da pandemia de Covid-19. Sabe-se que as medidas de isolamento social  adotadas diante da crise sanitária que atingiu todo país agravam situações de  adoecimento mental, provocando uma mudança radical no trabalho e nos relacionamentos  sociais da população. Nessa perspectiva, o presente projeto de pesquisa, busca responder  a seguinte pergunta: quais as repercussões da pandemia gerada pela Covid-19 na saúde  mental de professores da educação básica? Trata-se de uma pesquisa, vinculada ao curso  de Pedagogia do Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC), cujo  objetivo consiste em verificar as condições de saúde mental dos professores após o  período de trabalho remoto na educação básica. Em termos metodológicos, adota-se uma  abordagem mista, quali-quanti, cujo percurso compreende quatro etapas, a saber: (1)  revisão narrativa de literatura com busca de artigos nas bases de dados SciElo e Web Of  Science, utilizando os descritores: “burnout em professores”, “saúde mental e educação”,  “pandemia da Covid-19” e “saúde mental”, “políticas de promoção de saúde nas escolas”;  (2) Delimitação da população da pesquisa: professores que atuaram na educação básica  (Ensino Fundamental 1) nos municípios de Senador Firmino, Divinésia e Ubá, da rede  pública de ensino no período de 2020 a 2022. (3) Aplicação de questionários e entrevistas  semiestruturadas com uma amostra de profissionais selecionados a partir dos  questionários; (4) Realização de análise de conteúdo dos dados coletados considerando  variáveis como: condições básicas de trabalho docente, estratégias de enfrentamento,  adaptações do trabalho pedagógico e autocuidado. Os resultados indicam que a pandemia da Covid-19 atingiu toda a sociedade causando uma mudança de  rotina radical em várias áreas do cotidiano. A educação foi extremamente prejudicada,  visto que, as escolas fecharam seus respectivos espaços físicos por tempo indeterminado e organizaram suas dinâmicas de ensino, devido a necessidade do isolamento social  como método vigente para evitar a proliferação da doença. Assim, professores e alunos  migraram para o ensino remoto, onde as metodologias e aulas tiveram que ser adaptadas  com condições precárias de trabalho e falta de acesso à informática e suas tecnologias.  Com isso, os profissionais que já estavam classificados como uma das profissões mais  estressantes, ficaram ainda mais vulneráveis e relegados às margens das políticas  educacionais durante e após o isolamento social, mas com o apoio familiar dos docentes percebeu-se uma evidente melhora no quadro de adoecimento.

Palavras-chave: Estresse Laboral. Professor. Pandemia. Saúde Mental

Biografia do Autor

  • Suzyelle Rayssa de Souza Francisco, Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC)

    Discente do Curso de Pedagogia do Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC)

  • Douglas Franco Bortone, Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC)

    Doutorando em Política Social pela Universidade Federal de Viçosa (PGPS/UFV). Mestre em Educação pela Universidade Federal em Alfenas (PPGE/UNIFAL). Professor Assistente do Centro Universitário Governador Ozanam Coelho (UNIFAGOC). 

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Publicado

2026-01-21