EFEITOS DO MÉTODO DE TREINAMENTO AUTOTÔNICO EM PRATICANTES AVANÇADOS DE MUSCULAÇÃO DE UBÁ - MG

Pedro Igon Melo Melo Rufino, Sabrina Fontes Domingues, Gustavo Leite Camargos, Anselmo Gomes Moura

Resumo


Os métodos de musculação que utilizam contrações isotônica e isométrica são capazes de aumentar a força máxima (FM) e a hipertrofia muscular. Contudo, não se sabe ao certo se a união desses tipos de contração é capaz de gerar os mesmos resultados. Logo, o objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos do método de treinamento autotônico sobre a composição corporal, a FM e a força e estabilidade do core (FEC) em praticantes avançados de musculação. Foram avaliadas 18 pessoas de ambos os sexos (idade: 25,8 ± 7,2 anos), praticantes de musculação com mais de 12 meses de prática ininterrupta, divididas em três grupos: isotônico (IST, n = 4), isométrico (ISM, n = 3) e autotônico (AUT, n = 6). Os grupos foram treinados por 4 semanas, 4x/sem, utilizando os mesmos exercícios e números de séries, diferindo os tipos de contração. A composição corporal foi medida por meio do protocolo de 7 dobras cutâneas, a FM no supino reto e agachamento com barra guiada e a FEC pelo teste de Mackenzie. Compararam-se os dados por ANOVA one way, seguido do post-hoc de Tukey, com α = 5%. Não foram encontradas diferenças na composição corporal, na FM e na FEC após o período de treinamento comparado ao pré-treinamento em ambos os grupos. Pode-se concluir que o método de treinamento autotônico realizado por 4 semanas não promoveu alterações sobre os parâmetros avaliados quando comparado aos métodos IST e ISM.


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