QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE PILATES

Autores

  • Jaqueline Moreira de Andrade Centro Universitário Governador Ozanam Coelho
  • Elizângela Fernandes Ferreira Santos Diniz Centro Universitário Governador Ozanam Coelho
  • Sabrina Fontes Domingues Universidade Federal de Viçosa
  • Roseny Maria Maffia Centro Universitário Governador Ozanam Coelho
  • Renata Aparecida Rodrigues de Oliveira Centro Universitário Governador Ozanam Coelho

Resumo

O número de idosos cresce demasiadamente no Brasil e o Método Pilates vem ganhando destaque junto a este crescimento. Os idosos têm procurado por atividades que lhes proporcionem bem-estar e equilíbrio, sendo o pilates uma estratégia interessante para esses idosos. Dessa forma, o presente estudo teve o objetivo de avaliar a qualidade de vida em idosos praticantes de pilates e não praticantes de qualquer atividade física. Tratou-se de um estudo descritivo de corte transversal, em que foram avaliados 46 idosos, com idade média de 67,33 + 6,15 anos. A avaliação foi realizada através de dois questionários, sendo eles IPAQ e WHOQOL/breve, devidamente validados e traduzidos, e aplicados por uma avaliadora capacitada. Tais questionários avaliaram o nível de atividade física e a qualidade de vida, através dos domínios físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. A análise estatística foi realizada através da estatística descritiva e teste de Mann-Whitney. Foi encontrado que o grupo de praticantes de Pilates obteve níveis superiores de qualidade de vida (75,14 + 8,19) comparados aos não praticantes (40,27 + 8,26). Além disso, apresentou valores superiores em todos os domínios da qualidade de vida (p<0,05). Concluiu-se que praticantes de pilates idosos, obtiveram resultados superiores da qualidade de vida, comparados aos não praticantes. Dessa forma, o pilates pode ser um importante mecanismo para a melhora da qualidade de vida de idosos.

 

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Publicado

2021-06-14

Edição

Seção

Artigos