QUALIDADE DE VIDA EM PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE JUMP

Autores

  • Luciele Meireles de Oliveira Maciel Curso de Educação Física, Centro Universitário Governador Ozanam Coelho – UNIFAGOC
  • Elizângela Fernandes Ferreira Santos Diniz Curso de Educação Física, Centro Universitário Governador Ozanam Coelho – UNIFAGOC
  • Jaqueline Salgado Lopes Curso de Educação Física, Centro Universitário Governador Ozanam Coelho – UNIFAGOC
  • Renata Aparecida Rodrigues de Oliveira Curso de Educação Física, Centro Universitário Governador Ozanam Coelho – UNIFAGOC

Resumo

Atualmente, as pessoas estão cada vez mais se interessando pela prática de exercícios em busca de estética e principalmente pela qualidade de vida, dando prioridade para aulas coletivas que também proporcionam prazer. Assim, o presente estudo teve por objetivo comparar a qualidade de vida de praticantes e não praticantes de Jump de uma cidade no interior de Minas Gerais. Foi feita uma pesquisa de campo, descritiva, de corte transversal, com aplicação do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão curta, classificando as pessoas em sedentário, insuficiente ativo A e B, ativo e muito ativo, e, em seguida o World Health Organization Quality of Life/bref (WHOQOL/breve), versão em português. Tal questionário contém 26 questões fechadas e seu objetivo é verificar a qualidade de vida, através de 4 domínios: físico, psicológico, meio ambiente e relações sociais. Foram avaliadas 50 mulheres, entre elas 25 praticantes de jump com idade média de 33,82 + 6,69 anos e 25 não praticantes com idade média de 33,82 + 6,69 anos. Entre o grupo de não praticantes, 13 eram ativas, 1 insuficientemente ativa A, 8 insuficientemente ativas B e 3 sedentárias; já entre o grupo de praticantes, 21 eram muito ativas e 4 ativos. Encontrou-se, então, entre as praticantes de Jump, uma maior qualidade de vida (72,83 + 11,26) em comparação a não praticantes (63,81 + 12,71), com enfoque nos domínios “relações sociais” e “meio ambiente”. Concluiu-se que as mulheres praticantes de Jump apresentam uma melhor qualidade de vida em comparação com as não praticantes.

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Publicado

2020-09-09

Edição

Seção

Artigos